
Eu não tenho nada para ser medido, ou não quero ter nada que se possa medir. Uma casa na praia, um carro do ano, um barco para levar amigos. Eu gosto das coisas, eu tenho elas, não são elas que me possuem. O que eu tenho, não pode ser comprado e dado a mim, fui eu que descobri, namorei e criei. Da menor coisa que se possa ter à maior. O que eu tenho não posso deixar para trás, eu levo comigo onde quer que eu vá, como a flor levou o galho da árvore, como a onda levou à beira do mar. Fazem parte de mim, no calor e no frio. Se é felicidade que chamam, é a minha versão dela, se é a tristeza, foi um erro meu, em busca dos fins que envolveram o risco desta tristeza. Não quero pensar agora no meu sucesso ou no seu. Somos ambos viajantes que tentam por si próprios ter um momento que não se pode medir, mas que mede-se uma vida através deles. Sempre olhando pra frente mas sabendo apreciar e agradecer o que está a nossa volta e nunca esquecendo do que ficou para trás.