Ah, a Paixão

A Paixão.

Queima a paixão, como queima.
A dor do calor,
do olhar pra frente que não volta,
do prazer por chorar.

Paixão tem gosto,
gosto de coisa errada,
dos olhares errados que sabem o que querem,
e da razão que sabe distinguir tudo isso.

Paixão tem hora,
hora pra não ser perdida,
quando se viu já era,
se não foi não será mais. E dói.

Paixão não tem tamanho,
porque se fosse medida, seria amor.
E se pudessemos explicar,
não a viveríamos no seu explendor.

Paixão não é deste mundo,
porque se for, este mundo é de dor.
A tristeza que não tem fim,
a felicidade da paixão sim.

Paixão é tão incompleta quanto
os indecisos, os que não se adequam,
os que sentem que estão na hora errada,
no lugar errado, mas continuam.

Ah, a paixão, do eterno apaixonado pela vida,
de quem consegue acreditar que a qualquer segundo sua vida irá mudar.
Embora possa conter a imaturidade de uma criança,
sabe ser adulta quando quer.
Ter a capacidade da mudança mesmo que interior,
faz parte da constante que os apaixondados precisam.
Talvez não saibam o que querem,
mas com certeza sabem o que não querem.

A paixão me fascina, me move e me conduz.
Onde quer que eu vá, levarei esta chama,
até que ela se apague e leve consigo a mim mesmo.
Porque são momentos assim que marcam uma vida,
onde se sente viver de verdade,
a tristeza de um amor perdido,
o sonho de um romance impossível,
a dor da despedida,
e chorar nos cantos por ter um coração partido.

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