Ensaio Breve Sobre a Vida

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Amigos e amigas desta vida.
O que falta para o fim?
É esta espera que me mata,
e porque o fim não mata, mas perpetua.
Espero esta noite que eu durma,
e amanheça com boas notícias do acaso.
Isso. Aquela boa notícia que não espera.
A surpresa que realmente curva teus olhos,
apesar das pernas seguirem em frente.
Agora só quero pensar.. no agora.
São tão poucas as coisas que me alegram.
São simples e discretas mas eu sei bem.
Não tenho medo do diferente.
Somente quero um pouco de decisão.
Só um pouco de acertividade intuitiva e racional.
Com toda a visão dos visionários,
e a paixão dos sonhadores.
Háverá um final feliz, um mar para se olhar,
um braço para se encostar,
um silêncio para se escutar,
e um pouco de paz nesta pressa sem fim da vida.
Infelizmente a vida tem fim,
assim como o agora já se foi e não virá mais.
Sei que não quero ficar sozinho,
embora goste da dor da solidão,
ou de chorar por um amor que se foi.
Sei muitas coisas que não quero,
e talvez não saiba bem o que quero.
Mas é assim que eu sou e nada vai mudar.
De tudo que podemos lutar na vida, o mais duro,
é lutar contra nossa natureza. Esta luta eu não quero.
Então vou andando e terminando, há o que se dizer,
sempre há. Mas há também que se fazer.
É como o olhar sem o beijo.
Como o amor sem a paixão.
É a nossa vida sempre natural e rotineira,
mas que apresenta momentos tão especiais,
tão atemporais e infinitamente belos.

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