Novo Tango no Papel

Noite calma la fora,
aqui dentro turbilhões,
uma taça de vinho para brindar a vida,
ao som da música que embriaga a alma,
na quietude de estar sozinho,
acompanhado de pensamentos navegáveis,

Ah meu Deus, quem é que tem certeza?
se tudo na vida passa,
temos alguns momentos de pura ilusão,
fazer o que o coração diz,
ou fazer o que é certo. O que é certo?

Certo é o escuro da noite,
palavras escritas, de qualquer jeito,
valem mais do que pensamentos voadores,
minha alma não deixa passar,
coloca pra fora, de qualquer maneira,
à sua maneira, assim eu sou,
e quem não é?

Podemos ser nada,
mas soprando vê-se uma linha,
neste rascunho de vida,
sempre há o que contar,
sempre há o que viver,
sempre a,
sempre há.

somos vivos,
somos anjos,
criaturas curiosas,
mesmo no profundo erro,
há o azul do céu,
o salgado do mar,
o cheiro da chuva,
um amor que deixamos passar.
uma criança esquecida,
mas sempre presente em cada atitude.

Assim somos, assim fomos,
e agora?
nesta noite apenas um brinde,
solitário mas pero no mucho,
pensamentos são mais vivos,
do que muita gente jamais viveu,
e eu sei viver à minha maneira,
agora da licença para mais um compasso,
desta música tão bela.
fecho os olhos e ouço Piazzolla…
vá viver a sua história.

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