Viagens Dentro de Nós

Bom dia para começar o mês, depois de tudo que passamos, nossas viagens, a última foi incrível e pudemos conhecer tantas pessoas especiais em lugares especiais. Fico pensando se os lugares são as pessoas que lá estão, sempre. Agora paramos um pouco para relaxar num domingo de sol brando, temperatura ideal para não se fazer nada, ficar apenas passando os canais da tv e depois sair para passear no parque já com agasalhos para o frio da primeira noite do outono. Amanhã será mais um dia de trabalho, fazendo as coisas que mais gostamos, tirando fotos, implementando nossos conceitos de perfeição que sempre ficarão velhos com o passar do tempo. O dinheiro que chega no fim do mês já sobra pouco mas é suficiente para curtirmos a vida de uma forma lenta e intensa, sempre com gostos requintados aparentando ser quem não somos e sendo quem quisermos, quando quisermos. Você nem repara no tempo passar, e a vida sorri pra você, pois nunca pedimos muito e aqui estamos colhendo frutos que não sabemos onde foram plantados numa vida passada. Só temos a gradecer por estar exatamente onde precisamos, contabilizando o passado apenas para dar o próximo passo, novos projetos e depois aquela nova viagem que planejamos justamente durante a última. São momentos assim fora desta rotina do dia a dia tão necessária que desmontam nossa crescente preguiça de inovar, quebrando processos internos que nos levariam a nos considerarmos pessoas comuns, pois se todos se consideram especiais, nós temos que realmente acreditar que somos e vivenciar isso em cada novo dia. Inventamos um método além dos ciclos de estações do ano e das festas de aniversário para nos enganar que seremos imortais, não do tipo que vivem para sempre, mas que sabem curtir todo este processo de envelhecimento e mesmice que envolve o mundo de hoje. Saber ser feliz na nossa essência, e com um bônus de fazer isso juntos, é algo que jamais poderia ter imaginado em minha infância. Saímos então para o parque, com o sol nos cortando lá no horizonte quase ao mar, uma luz quase branca sem muita força, andamos pela relva húmida, vendo as crianças brincarem não muito longe, sentimos a brisa fria que chega para nos abraçar. Apenas alguns comentários para depois o silêncio de comtemplação daqueles momentos do resto de nossas vidas.

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