A Volta Dos Que não Foram: Vinil e Cameras Reflex

By | maio 29, 2009

Num destes passeios pelos canais da minha tv ouvi o cantor Lobão (big wolf) falando a respeito dos direitos autorais das músicas, como a volta do disco de vinil era a salvação da lavoura. Pensei que era piada, afinal como vamos colocar as músicas do vinil para nossos iPods? Nunca acreditei que isso fosse “vingar” a sério, porém leio a notícia que a gigante loja americana BestBuy oferece 5000 títulos em vinil, assim como a Amazon já vem fazendo ha um tempo.

Sinceramente não acredito que o vinil será novamente a estrela do mercado como uma nova tendencia. Preencherá um espaço dos saudosistas e colecionadores, talvez criando mais uma opção de venda e lucros, mas nada além disso. Afinal, além da qualidade do som inferior ao digital dos audio DVDs (mesmo que muitos insistam no contrário, o vinil tem som teoricamente melhor que do cd mas que ao longo do tempo é degradado), aquelas bolachas de plástico não terão lugar na minha casa de forma alguma.

Black Bird Fly

Além da volta dos discos de vinil, leio o anúncio das “novas” cameras BlackBird, fly, um modelo 135 twin lens reflex, no melhor estilo 1920 Rollei Flex plastificado, que funcionam com filme normal de 35mm ao invés do formato de 120. Bom, a “vantagem” do filme de 35mm é que você pode processa-lo em qualquer loja da esquina já que o de 120 precisaria de um lugar especializado.

A BlackBird permite tirar fotos da maneira antiga das Rollei Flex, olhando por cima, ou então da maneira tradicional que é olhar pelo visor presente no corpo da camera. Além disso ela tira fotos nos formatos 24×36, 24×24 ou 36×36. É claro, contém também todos controles manuais que você pode precisar, abertura de f/7 a f/11, velocidade de 1/125. Para fotos noturnas o chamado “modo B” ou B-mode permite deixar entrar mais luz, ou então você pode comprar um flash de acessório, o que significa mais um gasto além do custo de 12600 ienes (cerca de 260 reais). Ainda existe um kit completo com flash e filmes por 24570 ienes.

Então…

Se vamos entrar nessa tendência flashback eu não posso dizer mas se alguém se dispõe a arriscar dinheiro produzindo estas “novidades”, deve haver um bom motivo para isso. Eu queria comprar um toca discos de vinil USB para poder escutar os meus albuns antigos porém acho que minha mãe já jogou eles fora mesmo. Quanto a camera rolleiflex, eu tenho uma das antigas que era do meu pai e sinceramente não vejo porque ficar carregando esse trambolho por aí. Mas, sempre terá alguém pra comprar.

8 thoughts on “A Volta Dos Que não Foram: Vinil e Cameras Reflex

  1. Claudio H. Picolo

    Primeiro veio o CD e toda aquela propaganda de que veio para “destruir” tudo o que existia de áudio na época… E graças à propaganda, quase conseguiu fazer isso no Brasil.
    Digo “quase” porque existe uma minoria de ouvintes extremamente técnicos, detalhistas e exigentes conhecidos como audiófilos que nunca se curvaram ao armazenamento digital do som.
    Aliás, os equipamentos de som mais precisos (e caros) do mundo costumam ter como entrada um toca-discos analógico. Alguns chegam a custar até $100 000,00. E como o colega disse… tem gente que compra.
    Aliás, o título de “A Volta Dos Que Não Foram” se encaixa muito bem quando o assunto é discos de vinil.
    Depois que veio o CD, ainda tivemos o MD, o DAT, o SACD e o DVD-Audio, ATRAC, MPEG3… tudo “digital” e muito prático, mas de qualidade de som bastante questionável para audições minusciosas, embora atendam muito bem ouvidos menos treinados e exigentes e a nova geração de surdos que está preocupando os otorrinolaringologistas.
    Pois é… vieram todas essas mídias “digitais”, mas a bem da verdade, é que o som analógico ainda está aí, firme e forte, em especial aos ouvintes mais exigentes, que não estão nem aí para a “moda”, mas se alegram de saber que até o final do mês (se tudo der certo) teremos novamente uma fábrica de discos de vinil no Brasil e que já temos os LPs de volta às grandes lojas.
    Aliás… traduzindo a conclusão do link sobre a “inferioridade” do vinil ao som digital que o colega postou em seu texto:

    “This means that the waveforms from a vinyl recording can be much more accurate, and that can be heard in the richness of the sound.”

    “Isso significa que os formatos de onda provenientes de uma gravação em vinil podem ser muito mais precisas e elas podem ser ouvidas em riqueza de som.”

    Já com relação a essas câmeras… se é para usar filme 35mm, eu prefiro uma Canon EOS, uma Leica, uma Contax… Uma Hasselblad, ou mesmo uma Rollei.

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  2. José Augusto

    Gustavo,
    Quais as fontes que consultou para afirmar que o LP tem som pior que o DVD Áudio?
    E o LP não se degrada com as audições.
    Isso pode ocorrer somente em condições adversas, como discos sujos ou empoeirados, agulhas de qualidade inferior ou gastas, cápsula/braço de qualidade inferior ou desregulado.

    Ademais, com câmeras digitais não se obtém a qualidade dos filmes fotográficas.
    Enfim, o áudio e a fotografia digital são um quebra-galho.

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    1. Gus

      Isso é uma boa discussão, mas o DVD audio (não confunda com CD) pode ser
      superior ao LP, mas pensar que som analógico é infinitamente perfeito é um
      erro grande. Encontre alguma fonte que diga que o LP é melhor que o DVD
      audio… geralmente encontramos discussões que não chegam a lugar nenhum.

      Depende muito da gravação, masterização, e os LPs se degradam com poeira
      sim, e infelizmente necessitam uma aparelhagem de som muito mais cara.

      Quanto as cameras digitais, existem as profissionais que tem alta qualidade,
      lembre-se que o filme tem limite dos 35mm e hoje ja temos cameras com mais
      de 20megapixels. E se fosse apenas quebra-galho, nem aos fotografos
      profissionais passariam a usar digital, nem os grandes fabricantes deixariam
      de fabricar as de 35mm.

      Enfim é uma boa discussão…

      2009/6/20 Disqus <>

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  3. Gilberto Bogut

    A grande mídia está longe de ser reflexo democrático da intelectualidade de um povo. Quem jé detém um mínimo de cultura e esta reflete em mínimo acúmulo de vivência/experiência, já sabe!!!!!…
    Entao torna-se um tanto vago querer algum apoio vindo de grandes centros de pesquisa; raros em possuir equipamentos de aferição do rendimento real desta duas formas de mídia (CD-Vinil); pois, estes, estão “arrendados” pelas grandes gravadoras que optaram erroneamente em dar o grande tiro-no-proprio-pé, denominado tambem de CD…rsrrs.
    Quanto as imagens digitais…. Ninguem até hoje conseguiu-me explicar porque nestas grandes tv´s super-over-hiper e ninjas….digitais, com hdtvbertmenenun…vt…. as imagens escuras são RIQUÍSSIMAS em espiritos maligrinos que volta e meia assombram a tela em forma de sombras misteriosas!!!!! Coisa q não observa-se em nenhuma tv vagaba com cinescópio…digo…tubo pré-histórico de projeção de eletrons por campo magnético direcionado…. bem…mais a maioria das pessoas nem sabem no que conssistem as últimas linhas que digitei…mas já se orgulham lendo qualquer …..-ciência ou super-….. da vida contendo mínimas notas explicativas sobre o BOOOMMMMM tecnológico de nossos tempos… pena…pena… Brasil; óca de índios com seus fragmentos de espelho…. Peninha-peninha.

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  4. José Augusto

    Nobre colega, o DVD Áudio não tem nada demais com relação ao CD, é digital do mesmo jeito.

    O LP sim, é a mídia mais perfeita já fabricada, possuindo fidelidade de sinal, coisa que no áudio digital não encontramos e nunca vamos encontrar.

    Como eu disse, basta manter os LPs limpos e livres poeiras que eles não se degradam.

    As câmeras digitais nem fazem fotos, o que elas fazem é um arquivo digital de imagem. A alta resolução das mesmas não garante um “arquivo de imagem” que se aproxime de um filme de emulsão.

    Se os fotógrafos profissionais aderiram ao formato foi por puro comodismo e praticidade, tal qual o CD e MP3.

    Depende muito da gravação, masterização, e os LPs se degradam com poeira
    sim, e infelizmente necessitam uma aparelhagem de som muito mais cara.

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  5. José Augusto

    Em tempo…

    Gustavo, qual é o equipamento que possui para tocar LPs, bem como o restante do sistema de som?
    Quais são as máquinas fotográficas que possui, tanto digitais como analógicas?

    Pergunto isso pois eu mesmo já comparei o resultado dos equipamentos que disponho, tanto em áudio, como em fotografia e o analógico sempre é superior em qualidade de imagem e som.

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  6. Joaquim

    O que adianta a máquina, meu amigo, ter 20 megapixels se a impressora que vai imprimir a imagem (Não é foto, foto é instatânea, coisa que a digital não faz, pois há a necessidade da varredura do substrato) só é capaz de registrar pífios 5.600 pontos por polegada quadrada no papel? E ainda por cima, PLASTIFICADO, o que jamais garantirá sua durabilidade? Fotógrafos profissionais entraram nessa para não morrer no mercado, claro, pois quem determina o que eles devem usar é a mídia industrial referendada pelo povo leigo… Não se compara PIXEL com MOLÉCULA, já que grão é um aglomerado de algumas moléculas… PRATA. Prata é prata. Pixel, é matemética.
    A resilução de um mero filme de 100 ASA tem 60 milhõe de pontos que, se bem focalizados, amigo, nunca existirá máquina de substrato CCD ou CMOS que a substituirá. A imagem de profundidade de um filme de emulsão, em nível molecular estará sempre em maior grau de perfeição do que uma imagem chapada (Achatada) num papel plastificado de impressão digital.
    E isso sem falar de outras limitações da invenção digital e de seus erros de cor e dithering – vide site da NOVACON VERTEX – busca no google. Joaquim M. Cutrim.

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  7. Joaquim

    LP’S nunca, jamais se degradam com poeira! Quem fala isso não entende nada de LP e nunca soube usá-lo e nem afinar um toca-discos. O LP, na sombra, até sua deterioração total com o tempo é estimada em 500 anos, se quer saber. LP não oxida como CD, DVD e primos. O LP recebe o som sob forma de registro exatamente como a banda tocou e equalização não mexe com os níveis cartesianos da senóide sonora analógica. 1,33 milivolts em analógico, é 1,33 milivolts mesmo. Agora na informatizaçaõ do som isso será igua a ZERO. Só acima de 1,5 milivolt será traduzido como 1. É a história imperfeita do zero e um – Chamada de erro de quantização. E cada erro desse gera um erro de dithering – ruído, sujeira matemática que precisa ser camuflada – Ou seja, espalhada e afastada do nível que a gerou. Quem estudar os problemas digitais, preferirá sempre o analógico, inclusibe na imagem HDTV, que traz suas belíssimas imagens estilo boneco de cêra. Amigo, digital tem problema de espaço, e no caso da TV, brilho ocupa espaço. No caso do LP, é a replicação incorreta do sinal, já que a conversão digital (Informatização do som) não consegue reproduzir os níveis exatos da onda. Porque cargas d’água você acha que fábricas e engenheiros chegam a fabricar toca-discos que custam até 150 mio dólares? (www.needledoctor.com) Claro, deve ter uma razão. Descubra, para não perder o bonde da história.
    Em tempo: LP bem lavado, é LP zero km. Agulha com menos de 500 horas e t.discos DD com VTA ok. V. sabe o que é isso? Ou vai ficar com essa história de leitora e memória?

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